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O Lugar Onde Vivo - Escrevendo o Futuro (2008)
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Suellen Daiane Wessler, 3° C Ensino Médio

Produção de texto da Aluna Suellen Daiane Wessler, do 3° C Ensino Médio, do Colégio Estadual Barbosa Ferraz, sua redação foi classificada no NRE de Ivaiporã, no evento Olimpíada de língua Portuguesa: Escrevendo o Futuro – 2008.

 

“O Lugar Onde Vivo”

 

“Saudade”

 

Se alguém colocar o dedo indicador exatamente no centro do mapa do Paraná, bastará arrastá-lo um pouquinho ao centro-norte e verá o nome do lugar onde vivemos: Ivaiporã _ Ivaí: rio – porã: bonito (em guarani). Estamos a 400 km da capital paranaense, a exemplar Curitiba, e, de acordo com o Censo 2007, contamos com 31.344 habitantes.

 

Ivaiporã, embora jovem _ 46 anos _ já foi conhecida como “celeiro do Brasil”, mas, atualmente, a cidade vive um processo de desaceleração de sua economia, baseado no fracasso das políticas de fixação da população rural.

 

Nesse contexto, o crescimento do desemprego e a falta de perspectivas profissionais trouxeram, em seu bojo, um fenômeno social que chama a atenção: a quantidade de ivaiporaenses espalhados pelo mundo.

 

A emigração brasileira não está associada, exclusivamente, a fatores econômicos. Aspectos como violência, falta de segurança, perspectivas profissionais, frustração com a política nacional, entre outros, também possuem peso nos fluxos migratórios.

 

Segundo o presidente da Associação Comercial e Industrial de Ivaiporã, a falta de empregos ou oportunidades é uma realidade nacional, ou seja, não é um problema isolado de nosso município, porém o número elevado de jovens que vão para o exterior deve ser visto como um fato diferenciado.

 

Foram entrevistadas seiscentas pessoas, as quais informaram conhecer quatrocentos e setenta emigrantes de Ivaiporã, sendo que a maior parte está nos seguintes países: Estados Unidos (135), Japão (121), Portugal (107) e Itália (53).

 

De acordo com um dos pioneiros e idealizador da bandeira municipal, deve-se investir na agricultura e em pequenas empresas e indústrias que nasçam aqui, além da criação de uma universidade pública, iniciativa que auxiliaria na qualificação e especialização de mão-de-obra.

 

Já o diretor do jornal local afirma que nossos jovens submetem-se a profissões braçais no exterior, contudo, aqui no Brasil, não aceitam esse tipo de trabalho.
Porém, o lado mais difícil desse recente fenômeno, já que passou a existir a partir da década de 1970, é mais profundo do que os aspectos sócio-econômicos. Os jovens que enfrentam a opção do país migratório deixam para trás família, amigos, profissão, enfrentando idioma, cultura e clima diferentes; impondo-lhes a necessidade de uma vida ilegal permeada de exploração, preconceito e discriminação.

 

Na busca de solução para minimizar o problema, quais critérios deveriam ser observados na elaboração dos planos de ação governamentais e de suas políticas públicas?

 

Uma política adequada de requalificação profissional; investimentos governamentais para criação de pequenas empresas e redução drástica de despesas com impostos; crescimento urbano em consonância com critérios ambientais, econômicos, políticos e sociais, utilizando os instrumentos à disposição do poder público; melhoria efetiva da qualidade da Educação e da Saúde públicas e outras iniciativas relevantes.

 

Caso não haja providências para que a emigração diminua, gradativamente o número de jovens deve ser reduzido a tal ponto que Ivaiporã se tornará uma cidade cuja maioria da população será de idosos.

 

Além disso, qual medida seria adequada para resolver o problema da dor da saudade que sentimos a cada vez que parte um amigo, um irmão, um filho?



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